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NUNO GAMA | FW 17/18

PROFECIA

Construímos esta coleção inspirados no lado oculto dos painéis de São Vicente de Fora.

Esta lenda inicia-se na crença da descendência de Jesus Cristo, num casamento com Maria Madalena. Exilados em França, originaram os Merovíngios.

Acabaram exterminados à exceção do Infante D. Afonso Henriques, espécie de mensageiro divino e protegido de Egas Moniz.

Deus instituiu então o Anjo de Portugal, protetor da nossa essência espiritual, com a missão de levar as nove relíquias a São Vicente. Com elas se completaria o nosso estado de alma criado a partir desta intervenção divina, com destino a grandes feitos.

Assistimos, assim, ao regresso absoluto do novo gentleman Português, refugiado na beleza formal do casaco, desta vez desconstruído numa panóplia de detalhes de golas amovíveis como símbolo do peso da missão. 

A autenticidade e a maturidade clássica sobrepõem-se em ritmadas camadas, originando modernas silhuetas urbanas em busca de uma nova melodia, orquestrada a partir da nobreza das grandes matérias primas. Destaque para as fabulosas lãs sobrevalorizadas nos contrastes com as peles e para os novos e sofisticado sintéticos, sem nunca perder de vista o simbolismo do nosso poderoso Atlântico, confrontado por um destemido turquesa, honrado pelo caráter do nosso sangue ou enobrecido de madeiras perfumadas onde gravamos história.

Não para quem quer, mas só para quem ama, para os que ainda vibram com o cheiro desta terra, com a luz que ilumina, desde as suas raízes carregadas de suculentas memórias, até à eternidade da arte de “ser Português”.



QUINAS: NUNO GAMA SPORT

Inspirado pelas suas conversas com Deus, D. Afonso Henriques venceu grandes batalhas, na conquista de Portugal. 

Por gratidão incorporou na nossa bandeira 5 escudos dispostos em forma de cruz, em representação das vitórias sobre os seus 5 inimigos. Incorporados ainda por 5 besantes de prata em representação das 5 chagas de Cristo, em que a soma dos mesmos, contando duplamente os centrais, dá simbolicamente os 30 dinheiros da traição de Judas.

Este mito tem origem na lenda de que Portugal foi criado por uma intervenção divina e está destinado a grandes feitos, mas mais do que isso fala-nos na crença de que somos tão poderosos quanto aquilo em que acreditamos.

Sedentos desta história despertámos o revivalismo de sensação mitológica na criação de novos heróis urbanos com um forte grafismo anatómico.

Construímos a silhueta focada num poderoso tronco viril, dinâmico, na certeza da vitória, na apologia à terra onde foi semeado e à sua missão no Mundo. 

Criámos novos Deuses, escudados pela tecnologia têxtil contemporânea, de matérias-primas de alto rendimento com uma performance desportiva invejável até no Olímpio.

Na confirmação histórica da nobreza do azul “escudo” do nosso céu, do nosso mar e pela luz branca que ilumina o nosso árduo caminho em direção à plenitude espiritual do turquesa, na compreensão do altruísmo, da fraternidade, num hino ao amor universal, incondicional por tudo e por todos na busca da eterna perfeição. 


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