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NUNO GAMA | SS 17

LUZBOA

Sobre este céu azul de Lisboa, revela-se a mística luz branca que ilumina uma paleta de tons neutros urbanos de calcário, amêndoa, moka e azeitona.

Essa luz revela-nos também uma paleta de casario animado de tons queimados, pela patine do tempo e do sol, das telhas cardinal, aos azulejos perfumados de Pinho e suculentos pêssegos amarelo-ouro.

A importância do “toque” das eternas bases clássicas, modernizadas por acabamentos cada vez mais leves, evidentes à primeira vista e à forma como se misturam nobres lãs com sedas e que juntamente com a construção das peças completam a leveza da vestibilidade e a sua adaptabilidade à moderna vida urbana.

Consequência das múltiplas realidades sociais, as formas contrapõem-se, dando origem a silhuetas mais ritmadas, sofisticadas e dinâmicas de jogos de oposição de comprido/curto ou justo/largo e de origens quase perdidas.

Eloquentes e apaixonados, continuamos a embaixada da moderna alfaiataria portuguesa, no regresso absoluto aos códigos da elegância masculina e no consequente revivalismo do vestuário formal, por vezes mesmo com um espírito retro com um toque colegial/militar, animado por multiculturas.

É a partir da utopia do V IMPÉRIO e da premissa de que somos muito mais próximos do que imaginamos, do que na realidade somos, que construímos a realidade “virtual” desta coleção, na inconstante missão de processos criativos de compartilhar esta aventura maravilhosa com o mundo.

Que “Mensagem” é esta que vestiu esta pele, desde a 1ª globalização até à atual aculturação, na tolerância da reconfirmação do poder da experiência conjunta. 

Que Português abençoado é este, semeado nesta pouca terra mas tão cheia de luz - porquê? Porque me encantas com o fado e não danças o samba?

“É hora” de voltar a soltar as caravelas que temos dentro de nós e cumprir esse legado.

Laço Nuno Gama -VIH.

A importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento, que felizmente, deixou de ser fatal para ser crónica.

Esta peça simboliza a força da vida perante o confronto de uma realidade menos boa mas também  a coragem de ultrapassar dificuldades. O seu formato remete-nos para o símbolo do “infinito”, simbolizando a necessidade de continuarmos, todos juntos, a não dar tréguas.
                  

Tolerância

Porque não me olhas para dentro
se só me vês de fora.
Lá fora ninguém mora,
a não ser a hora.

Porque divides o que não pode ser dividido,
se continuas mouco de ouvido,
e cada fez mais desprovido do sentido
Que alguém te deu.

Porque te metes em saia que não é tua,
quando a tua se perdeu,
E não compreendeu,
o sangue seu 

Mas eu amo-te
Vou-te sempre amar,
Amar,
porque não tenho mais o que te dar,
nem nada mais o que acreditar.


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