HOMENAGEM A ANDRÉ COURRÈGES
13 Janeiro 2016

Hoje prestamos homenagem a André Courrèges, um dos ícones da moda francesa do século XX, que popularizou a minissaia e as calças para mulher, peças de roupa simbólicas da revolução juvenil e da emancipação feminina da década de 1960. Courrèges faleceu no passado dia 7 de janeiro, aos 92 anos, mas o seu nome continuará a ser sinónimo de genialidade. 

André Courrèges nasceu na cidade de Pau, no sul de França, em março de 1923. "Atlético e apaixonado pela luz", estudou engenharia civil na l’Ecole des Ponts et Chaussées, familiarizando-se com os conceitos arquitetónicos. Em 1945, mudou-se para Paris, onde conheceu, quatro anos depois, o grande mestre de Alta Costura, Cristóbal Balenciaga, com quem trabalhou durante 11 anos. Em 1961, abriu a sua própria casa de moda.

Sempre ligado à arquitetura, talvez por influência do seu mestre Balenciaga - considerado o arquiteto da moda -, Courrèges celebrizou-se pelo seu estilo puro e minimalista, trabalhando as suas coleções a partir de linhas retas, formas geométricas, blocos de cor e um apurado equilíbrio técnico e artístico.

Visionário, antecipou muitas ideias, como a praticidade e o conforto da moda do futuro. "Hoje, a mulher é igual ao homem, trabalha, tem mil afazeres. Por isso é preciso facilitar a sua vida e aproveitar todo o avanço tecnológico que traz esta facilidade", afirmou o criador no início da década de 1960. 

Na primavera de 1964, provocou a conhecida "revolução Courrèges" com a apresentação de uma coleção futurista, apelidada como "space age". O espírito jovem da época ficou imortalizado nas suas "moon girls", vestidas de branco e prata, cores fluorescentes e materiais sintéticos.

A tecnologia, as viagens espaciais e o futuro eram as principais inspirações de André Courrèges, que imaginava a mulher do ano 2000 (nos anos 60, o ano 2000 representava o futuro) andrógina e espacial, sempre vestida com roupas plásticas e metalizadas, minissaias, botas rasas de cano baixo (as famosas botas go-go) e grandes óculos. Ao contrário do que muitos acreditam, foi Courrèges que diminuiu o comprimento das saias até se tornarem minis e não a criadora inglesa Mary Quant, que apenas as ajudou a difundir e popularizar.

As suas criações inovadoras foram um enorme sucesso durante várias décadas, mas foram perdendo o brilho até que, em 1994, Courrèges decidiu retirar-se das passerelles.

O grande nome da moda dos anos 60 continuará a ser sinónimo de genialidade.


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