D E V I R é um ato de transformação contínua, uma recusa de identidades fixas. Existe entre o que fomos, o que somos e o que seremos. Emergindo da instabilidade, a coleção explora a identidade como um processo em reconstrução: um corpo formado por fragmentos, memórias e influências em constante mutação. Confronta sistemas históricos de poder enraizados na escravidão, onde corpos negros foram desumanizados e objetificados. Essa violência persiste como marca e crise. Inspirada em subculturas negras, no dandismo africano, na realeza, na figura do escravizado e no hip-hop, afirma a Moda como resistência e reivindicação. Reflete a experiência de existir entre mundos: ser negro em espaços brancos, explorando a tensão entre opressão e afirmação, entre o perfeito e o imperfeito.