luis carvalho retrato
DESIGNER

LUÍS CARVALHO

SEXTA-FEIRA, 9 DE OUTUBRO. 22H00
PALÁCIO DA AJUDA — MUSEU DO TESOURO REAL. ACESSO EXCLUSIVO A CONVIDADOS DO DESIGNER.

WILDFLOWER

Para a primavera/verão 2027, Luís Carvalho dá continuidade ao universo da coleção anterior, centrado na memória, na nostalgia e na forma como o tempo transforma aquilo que se recorda. WILDFLOWER mergulha numa infância quase difusa, construída a partir de imagens fragmentadas, imperfeitas e profundamente emocionais.

Uma infância anterior à omnipresença da tecnologia, em que o tempo parecia mais vasto e era vivido ao ar livre, entre campos, vento, terra e luz natural. Um tempo de descoberta intuitiva, de liberdade e de imaginação, onde brincar significava também experimentar, transformar e inventar.

A coleção parte dessa memória para construir um universo de inocência e liberdade. Não procura reproduzir literalmente a infância, mas recuperar a sensação de a viver: a leveza, o movimento, a curiosidade e a capacidade de encontrar beleza no que é simples.

Visualmente, a inspiração nasce da imagem de campos cobertos por flores agitadas pelo vento, paisagens suaves, instáveis e em permanente movimento. As flores tornam-se uma referência não apenas gráfica, mas também estrutural, traduzindo-se em detalhes, volumes e construções de modelagem que parecem nascer e expandir-se sobre o corpo.

Essa sensação manifesta-se em silhuetas leves e fluidas, construídas através de sobreposições, volumes orgânicos e proporções descontraídas. A alfaiataria afasta-se da sua rigidez tradicional para assumir uma construção mais relaxada e desestruturada, onde a elegância surge de forma natural, quase intuitiva.

Os materiais estabelecem um diálogo entre fragilidade e presença. Tecidos leves e fluidos convivem com bases mais estruturadas, criando contrastes entre movimento e contenção, delicadeza e matéria. As diferentes camadas funcionam como diferentes níveis de memória: umas mais nítidas, outras quase apagadas, sobrepondo-se como imagens que o tempo insiste em transformar.

A paleta parte de neutros, cru, bege e cinzento e é atravessada por tons que remetem diretamente à paisagem e à memória: verde-relva, salmão e azul-céu.

AGRADECIMENTOS: André Morna, Li, Manuela Oliveira. Soraia, Tânia Dioespirro
CALÇADO: Seaside
CABELOS: Helena Vaz Pereira – griffehairstyle
MAKE-UP: Antónia Rosa Atelier
BANDA SONORA: Ed Rocha Gonçalves

A Associação ModaLisboa e o Designer agradecem ao Palácio da Ajuda – Museu do Tesouro Real, Foodstory e Tecnovisão.

Disponível brevemente