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MODALISBOA CAPITAL: EPICENTRO DA INOVAÇÃO, CULTURA E REFLEXÃO

ModaLisboa Capital

11 Março '25

A MODALISBOA CAPITAL reafirmou a sua missão enquanto voz da Moda nacional contemporânea, inscrevendo-se, mais uma vez, no discurso global sobre criatividade, sustentabilidade e transformação socioeconómica. Em coorganização com a Câmara Municipal de Lisboa, este encontro de pensamento e liberdade regressou ao imponente Pátio da Galé e ao MUDE – Museu do Design, enquanto assinalou a sua estreia no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, consubstanciando um espaço dialógico entre Moda, Tecnologia, Inovação, Economia, Arte e Cultura.

 

A CAPITAL CONTINUA
4 dias, 12800 visitantes, 28 Designers de Moda, 9 marcas de calçado e acessórios em pele, 5 conversas, 1 workshop, 1 documentário e 1 pop-up store: números de uma edição que chega já esta semana à RTP2 (entre 11 e 14 de março, às 22H55) — e, mais tarde, à RTP1 (22 de março, à meia-noite) — com os programas que compactam o que foi a MODALISBOA CAPITAL, apresentados por Sílvia Alberto. No digital, extensão orgânica da Lisboa Fashion Week, as redes sociais chegaram às 4 420 781 visualizações, com 1 197 353 de alcance (um valor que continua a subir) e o TikTok foi a casa de Maria Morango, a host que abriu as portas de tudo o que o público não costuma ver (e onde ainda serão revelados vários conteúdos, ao longo dos próximos dias). Já o streaming dos desfiles, chegou às 153 979 visualizações, no site da ModaLisboa e nos mupis da rede MOP espalhados pela cidade.

Sala de Desfiles do Pátio da Galé chegou, assim, à Sala de todas as pessoas. Por falar em Sala de Desfiles, o set design da Sala do Risco voltou a ter assinatura do Arquiteto Nuno Castro Paiva, com uma instalação artística inspirada no tema da Lisboa Fashion Week, e na centralidade que a figura geográfica e simbólica da capital exerce sobre a identidade de um território. Uma centralidade expressa pela própria ModaLisboa, ponto de encontro do setor, mas também na própria boca-de-cena, em que os ecrãs assumiram a forma de uma antena de comunicação, evocando a ideia de um ponto de transmissão e receção de sinais, influências entre a capital e os territórios — a CAPITAL torna-se um polo recetor de diversidade, que cria uma identidade plural.

 

sala desfiles
DESFILES: EXPLORAÇÃO DE IDENTIDADE
A edição contou com 28 Designers num espetro de linguagens visuais e performativas, desafiando as normativas convencionais da Apresentação de Moda através de desfiles, happenings, instalações e performances. Mais do que um simples palco, a Lisboa Fashion Week materializou-se como um organismo vivo de confluência estética e identitária, evidenciando a pluralidade discursiva e a riqueza da experimentação no setor.

 

workshop
FAST TALKS: INTERSEÇÕES CRÍTICAS E ESTRATÉGIAS DE FUTURO 
O dia 6 de março revelou-se um ponto de inflexão para o pensamento crítico sobre a Indústria de Moda, com o regresso das FAST TALKS ao MUDE, desta vez com um programa de workshop, conferências e documentário em parceria com a Embaixada de Itália em Lisboa, no âmbito do Italian Design Day. Com moderação de Rui Maria Pêgo, esta plataforma de reflexão reuniu vozes de referência para discutir o impacto ambiental e social do setor. Desde o workshop “Designing Change” com Matteo Ward até às conferências “Cultural Capital: An industry under the influence” e “Social Capital: Design as a catalyst for change”, culminando na exibição de episódios do documentário JUNK, cada momento configurou-se como uma instância de análise e projeção estratégica, reafirmando a necessidade de um compromisso coletivo para uma moda ética e sustentável.

 

sangue novo
SANGUE NOVO: A EMERGÊNCIA DE UMA NOVA GERAÇÃO 
A final do concurso SANGUE NOVO supported by Seaside revelou cinco jovens criadores – Dri Martins, Duarte Jorge, Francisca Nabinho, Gabriel Silva Barros e Ihanny Luquessa – cujas propostas evidenciaram um profundo entendimento da materialidade têxtil, fruto das parcerias entre ModaLisboa e Calvelex/Fabrics4Fashion, RDD Textiles e Riopele. A excelência técnica e a audácia conceptual foram escrutinadas pelo júri, culminando na atribuição dos Prémios ModaLisboa x IED a Duarte Jorge e ModaLisboa x RDD Textiles a Gabriel Silva Barros — sendo que os dois Designers recebem ainda o prémio ModaLisboa x Showpress. Uma celebração do talento emergente e um impulso à renovação do panorama criativo nacional.

 

modaportugal
INSTALAÇÕES E APRESENTAÇÕES: A MATÉRIA COMO NARRATIVA 
De 7 a 9 de março, a instalação MODAPORTUGAL by CENIT/ANIVEC na Praça do Comércio constituiu um ponto de interseção entre arte, tecnologia e saber-fazer têxtil. Inspirada na teia da aranha, símbolo da síntese entre resiliência e delicadeza, a peça imersiva propôs uma reflexão sobre a evolução dos têxteis humanos e a sua relação com a sustentabilidade e a inovação, reposicionando a indústria portuguesa no panorama global.

 

portuguese soul
No dia 9 de março, a Portuguese Soul by APICCAPS comemorou os seus 15 anos no MUDE, com uma apresentação performática que uniu a perícia de nove marcas para refletir sobre a longevidade, a mestria que atravessa gerações e a ambição internacional do setor, com o apoio do PRR e no âmbito do projeto BioShoes4all.
trabalho de continuidade desenvolvido entre a Associação ModaLisboa e as Associações Setoriais tem nestes eventos a sua face mais visível, mas as ações são produto de um desenvolvimento colaborativo que, todos os dias, contribui para o crescimento do setor.

 

dialogos
DIÁLOGOS: ENTRE A TRANSGRESSÃO E A CONTEMPORANEIDADE 
A 7 de março, o CAM acolheu os Diálogos, encontros de natureza disruptiva que colocaram artistas e Designers em confronto criativo. Três sessões — Adriana Proganó e Diogo Mestre; João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira com Marta Gonçalves; Mikhail Karikis com Lidija Kolovrat — inauguraram um espaço de interseção entre linguagens e processos, consolidando um território de permuta intelectual e provocação estética.

 

entrada
UMA HERANÇA DE TRANSFORMAÇÃO E IMPACTO 
A MODALISBOA CAPITAL transcendeu a sua condição de evento, afirmando-se como um eixo estruturante da economia criativa e um agente catalisador de mudança, e esta edição reforçou a importância da transversalidade disciplinar e do pensamento colaborativo, impulsionando um setor mais consciente e inovador.
Entre a rapidez da passerelle e o eco das conversas transformadoras, a Lisboa Fashion Week ergueu-se como um manifesto de contemporaneidade e visão estratégica. Uma cartografia de futuro que inscreve Lisboa no epicentro das novas dinâmicas da Moda global, com todo o seu CAPITAL.

 

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